Auto-treino

Treino

Até onde iremos, se nos dedicarmos estrategicamente a objetivos concretos, alinhados com o nosso propósito de vida?

Neste sentido, o treino pessoal pode ajudar.

Pois hábitos e mudanças requerem processos de renovação, que podem ser mais ou menos desafiantes.

Estes processos – contínuos, progressivos e com tempos próprios – implicam treino, paciência, autoregulação e autoconfiança.

Um dos nossos aliados

É o poder que temos de comandar a mente.

Não podemos repetir o passado nem controlar o futuro,

mas em cada instante está ao nosso alcance decidir o que pensar.

Beneficia-nos aprimorar o treino do comando da mente.

Pensamento disperso e ação pensada

Há pessoas que vivem com o pensamento disperso e incontrolável,

podem até nem parar de congeminar.

Uma boa experiência brota mais facilmente de uma ação pensada. Na medida em que esta é faseada, desfrutada e dirigida pode conduzir-nos na sua plenitude. 

É este o nosso treino.

Treino: comandar a mente. 1

Alinhados com o propósito de vida

As nossas ações são completas de sentido.

Quais são as razões que nos movem?

O que é que nos motiva a olhar insistentemente para o telemóvel?

O que é que nos leva a dispersar nos pensamentos?

O que é nos move a ser indelicados para com alguém?

O poder de comandar a mente

É um verdadeiro treino e prática de liberdade.

O poder de conduzir a mente no modo como contemplamos as situações, as pessoas e os nossos pensamentos e sentimentos.

Imaginemos o comando da televisão que temos em casa, com o qual podemos ligar e desligar a televisão e mudar os canais.

Algumas pessoas preferem ver notícias, outras desporto, outras filmes.

Escolhas que resultam também dos hábitos de cada um: seguir uma telenovela, ver mais um jogo, saber novas notícias.

Semelhante aos pensamentos

Também os nossos gostos, hábitos e carências podem ser por nós selecionados e motivo de treino.

Alguns preferem histórias do passado, outros do futuro, com dramas, aventuras, romances.

Temos sempre a possibilidade de escolher.

Aqui entra a liberdade e, por conseguinte, o treino de autoregulação.

Como na televisão, e suas audiências, se não dermos atenção a determinado tipo de pensamentos, eles acabam por desaparecer, mesmo que antes tentem todas as alternativas para captar a nossa atenção, recorrendo a formatos passados que nos encheram as expetativas.

Pensamento  

Não alimentar esse tipo de filmes

Estes acabam por falir.

Trata-se de um treino desafiante e libertador, que requer:

  • assumir o comando da nossa mente;
  • colocarmo-nos na posição de observadores dos filmes mentais (evitando a tentação de neles nos envolvermos ou de entrarmos em luta com esses);
  • decidir se queremos dar audiência a determinado tipo de filmes;
  • optar pelo canal da vida presente e pela oportunidade de sermos protagonistas da nossa existência, criando história e vivendo minutos reais.

Este desafio permite-nos três passos decisivos no sentido de uma vida mais harmoniosa:

  1. tomar consciência das eventuais situações que nos tragam dor;
  2. sair dessas situações dolorosas;
  3. investir ainda mais e melhor naquelas situações que nos dão paz e alegria.

Estarmos focados

Facilita, de facto, termos o foco na nossa decisão e não nos outros, nas coisas ou nas seguranças externas.

Ajuda tomarmos consciência da nossa unicidade, capacidade e bondade,

dando-lhes audiência, assumindo a nossa condição e protagonismo.

Mas como?

Estando presente em cada momento.

Criando o hábito do instante, que se prolongue por segundos, minutos, horas, dias…

Optando por viver as nossas prioridades.

Todos os instantes terão um elemento comum, a prática, o treino, o propósito.

Treino físico, emocional e mental!

Viver, decidir, exercitar, avaliar.

Podemos retomar sempre este treino físico, emocional e mental.

Mas agora tenho de fazer isto e aquilo!…

Por vezes as nossas convicções são concluídas por adversativas.

Eu sou feliz, mas…!

Eu sei que consigo, mas…!

Isto é importante para mim, mas…!

Para que de facto consigamos realizar aquilo que é importante, podemos começar por tirar o “mas” e pormos mãos à obra de um modo sensato.

É também uma questão de treino.

Regulação

About the Author

Bernardo Corrêa d'Almeida

Bernardo Corrêa d'Almeida

O meu nome é Bernardo Corrêa d’Almeida e sou Psicólogo. Tenho uma grande paixão pelo que faço e isso traduz-se em presença, cuidado, dedicação e amor às pessoas que me consultam. Terei o maior gosto em trabalhar consigo.
Profissionalmente: Psicólogo Clínico, Professor, Investigador e Escritor. Membro Efectivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses com a Cédula Profissional nº 24538. Membro da Sociedade Portuguesa de Terapia Focada nas Emoções. Psicólogo Clínico na Santa Casa da Misericórdia do Porto.

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