Vulnerabilidade

Sentimento de vulnerabilidade

Nascemos frágeis, naturalmente vulneráveis.

Necessitados de cuidado e de atenção.

Predispostos para evoluirmos.

A vulnerabilidade expressa o que somos e o nosso potencial intrínseco, podendo, por isso, incluir a vergonha e o medo.

Seguramente é fonte e lugar de amor, alegria, crescimento, empatia, confiança.

Vulnerabilidade

Fala-nos da nossa humanidade.

Concede-nos o direito de nos sentirmos vulneráveis.

Aponta-nos para a possibilidade de pudermos dar mais um passo em frente.

Facilmente entendemos o valor de um bebé, que domina a nossa atenção, devido também à sua fragilidade e ao seu manancial de desenvolvimento.

A vulnerabilidade é uma porta sempre aberta para o crescimento.

A vulnerabilidade tem uma irmã gémea: a nossa força vital.

Quando paralisamos diante da nossa vulnerabilidade, e não assumimos uma atitude de serena coragem para crescer, podemos engendrar compensações não desenvolvimentais.

Inferioridade  

Complexo de inferioridade

É um composto de respostas que não promove o nosso melhor nem o dos outros e que se pode expressar de diferentes maneiras:

  • desejo de poder, de parecer e de aparecer;
  • necessidade de reconhecimento e de satisfazer as expetativas dos outros;
  • valorização das tarefas dos outros e não das suas;
  • atitude de evitamento, de vitimização e de incapacidade;
  • vontade de competir, vingar, derrubar, odiar;
  • interesse egocêntrico;
  • promoção de rivalidades e oposições.

Estes comportamentos, de um modo mais ou menos complexo e velado, podem revelar falta de coragem na nossa capacidade intrínseca de desenvolvimento.

Facilmente sugerem que está fora do nosso alcance o poder de lidarmos com a nossa vulnerabilidade e de nela evoluirmos.

Se tivéssemos que nomear os maiores adversários da vulnerabilidade talvez fossem a manipulação e a desresponsabilização.

Vulnerabilidade e complexo de inferioridade

O modo com lidamos com a nossa vulnerabilidade pode levar-nos a dois principais sentidos de vida:

  • consolidação da nossa identidade pessoal de uma maneira cada vez mais saudável e promotora de um melhor ambiente social (ver TED);
  • desejo de dominarmos as situações e/ou os outros para nos protegermos de complexos de inferioridade mais ou menos conscientes.

O sentido de vida

Está profundamente relacionado com o objetivo fundamental de vida que nos move diariamente.

Este dá sentido à nossa personalidade e alimenta os demais objetivos.

O nosso objetivo fundamental resulta do nosso contexto genético e social e, sobretudo, da nossa liberdade e do nosso juízo crítico.

Pode condicionar o modo como lidamos com a nossa vulnerabilidade e a dos outros.

Do ponto de vista da saúde emocional, o objetivo fundamental, que pode assumir diferentes formas, procura de um modo dinâmico a unidade pessoal e social.

Complexo  

Onde está a nossa motivação?

Nos significados que damos às nossas experiências?

Na verdade, podemos transformar a nossa vida a partir do significado que damos às nossas vivências, incluindo as experiências mais difíceis, injustas e dolorosas.

O sentido de existir é essencial para o nosso bem-estar pessoal e social, porventura, mais do que a compreensão das suas causas.

Entre a ansiedade da mudança e a infelicidade de não mudar, qual é a nossa opção?

De um modo ou de outro, queremos o que é mais benéfico para nós.

Será que em algum momento escolhemos ser infelizes por julgarmos ser o nosso melhor? Certo é que podemos sempre dar um sentido renovado à nossa vida.

A coragem

É o encontro entre a nossa vulnerabilidade e a nossa força vital.

A vulnerabilidade requer aceitação.

A força vital requer ser despertada, valorizada e alinhada como o sentido de vida.

Esse encontro liberta-nos da competição, da preocupação com as aparências, dos sentimentos negativos como a vingança e o ódio.

A confiança genuína

  • Potencia os nossos erros como oportunidades de crescimento.
  • Facilita a concretização das nossas principais tarefas da vida: amizade, intimidade, trabalho.
  • Não evita a realização dos nossos compromissos.
  • Valoriza os relacionamentos como possibilidades de construção de um mundo melhor.
  • Promove o bem-estar dos outros.

Efetivamente, a autoaceitação e autoconfiança são bases do bem-estar, que naturalmente se expressa em cooperação social.

Complexo  

About the Author

Bernardo Corrêa d'Almeida

Bernardo Corrêa d'Almeida

O meu nome é Bernardo Corrêa d’Almeida e sou Psicólogo. Tenho uma grande paixão pelo que faço e isso traduz-se em presença, cuidado, dedicação e amor às pessoas que me consultam. Terei o maior gosto em trabalhar consigo.
Profissionalmente: Psicólogo Clínico, Professor, Investigador e Escritor. Membro Efectivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses com a Cédula Profissional nº 24538. Membro da Sociedade Portuguesa de Terapia Focada nas Emoções. Psicólogo Clínico na Santa Casa da Misericórdia do Porto.

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