Depressão

A minha missão é facilitar o bem-estar pessoal e organizacional, concedendo uma solução eficaz e congruente às problemáticas e potenciando a vida em todas as dimensões.

Sobre o meu trabalho

Acredito no valor único de cada pessoa e no seu melhor.

Reconheço que alguns processos podem dificultar o bem-estar:

  • ausência de consciência emocional;
  • respostas emocionais não adaptativas; desregulação emocional;
  • dificuldades na construção narrativa e no significado existencial.

Valorizo o estar genuinamente presente, em total aceitação e envolvido com os objetivos daqueles com quem trabalho, abrindo diferentes caminhos, completando tarefas terapêuticas, desenvolvendo o seu melhor.

Facilito o acesso melhorado ‘ao mundo’ das pessoas com quem trabalho através da articulação de emoções e necessidades primárias, da aceitação e transformação de emoções não resolvidas e dolorosas, da explicitação de significados implícitos.

Entre as principais tarefas facilitadoras desse processo destaco:

  • a tomada de consciência (saber o que se está a sentir);
  • a expressão (ultrapassar evitamento da experiência e exprimir emoções primárias reprimidas);
  • a regulação (promover contexto seguro, regulação emocional e tolerância ao sofrimento);
  • a reflexão (dar sentido narrativo à experiência e promover a assimilação das narrativas);
  • a transformação através de outras emoções adaptativas.

As emoções falam do sentir, facilitam a aprendizagem e estimulam a inteligência, pois concedem coerência à existência humana ao processarem (rápida e automaticamente) dados situacionais complexos em ordem a produzir guias de ação adequadas às necessidades básicas.



Os meus Serviços

Tratamento da Depressão:

Como se pode definir? Problemática afectiva que condiciona o modo como as pessoas se sentem e sentem o mundo. Pode resultar como resposta emocional que encobre uma emoção primária e a sua dor, traduzindo-se num emergente sentimento de desamparo.

Possíveis padrões depressivos: Sentir interno reprimido por um sentimento de vergonha não atendido; Proteção suportada pelo evitamento fruto de medo e raiva não atendidos; Isolamento, ‘ninguém cuida de mim’, por tristeza e desemparo não atendidos.

Como se desenvolve um estado de depressão? Uma emoção que não encontre suporte, compreensão nem significado, e, por isso, não seja processada, pode ser traduzida noutra emoção, que se vai reforçando com experiências prévias semelhantes. Estas podem provocar auto-avaliações negativas crescentes, baixa autoestima e desamparo.

Debaixo desta nuvem desenvolve-se uma narrativa problemática repetitiva, na base de memórias que se tornam automáticas, inconscientes e desgastantes: um estado que permite não entrar em contacto com cerne de uma dor original. Na tentativa de evitar a dor, entra-se num ciclo vicioso repressivo, que leva a um estado depressivo, a partir do qual se tende a viver e a adaptar.

Como se manifesta? Alterações no sono; perda de energia; dores; lentificação; isolamento; tristeza e vazio; culpabilidade; auto-desvalorização; expectativas negativas.

Tratamento da Ansiedade

Como se pode definir? Processo que desencadeia ou reforça uma resposta emocional para proteger a dor que uma determinada emoção não atendida proporciona; expressa-se num emergente sentir de alerta e crescente incapacidade de regulação emocional.

Como se desenvolve um estado de ansiedade? Uma emoção dolorosa não atendida pode estar na base de um processo de ansiedade, que aumenta na medida em que é reforçado por repetidas experiências emocionais não atendidas.

Ora, estas vivências, com a sua dor emocional respetiva, por não serem atendidas naquilo que são, podem gerar padrões de sentir caracterizados por uma vulnerabilidade desamparada (por não se experimentar suporte) e por um sentimento de se achar indigno (por julgar-se indigno de merecer suporte).

Sobre estes padrões, para evitar e sobreviver à dor, tendem a ser consolidados pensamentos de autoprotecção alarmantes que anulam a adequada proteção.

Assim, pode comprometer-se a vivência emocional e a construção identitária saudáveis, por se estar focado em processos ansiosos, internalizando estratégias dolorosas e contraditórias de regulação emocional para evitar a dor: silêncio/barulho, desistência/luta, não validação/necessidade desta, culpar-se e achar-se indigno de amor / reclamar amor.

Num estado de ansiedade pode sentir-se um sofrimento indiferenciado no limiar da consciência e uma incapacidade em distinguir sugestões do contexto e de se tranquilizar.

Como se manifesta? Sentimentos depreocupação, insegurança, tensão, alarme que podem aumentar a pressão arterial, frequência cardíaca, sudação, secura da boca, tremores e tonturas.

Acompanhamento do Luto e da Perda:

Como se pode definir? “A dor de uma perda é tão impossivelmente dolorosa, tão semelhante ao pânico, que têm que ser inventados modos para se defender contra a investida emocional do sofrimento. Solta-se um medo avassalador de se entregar à dor – como submergir num maremoto – um nunca mais emergir para estados emocionais comuns outra vez”. (Sanders, 1999)

Como se desenvolve o luto e a renovação? Face a uma perda significativa desenrola-se um processo fundamental para que um vazio despertado seja preenchido. Este processo é uma adaptação à perda e à respetiva renovação existencial, envolvendo tempo e tarefas. Na sua dor incomensurável, o luto é um processo de diferenciação e, por isso, pode ser uma oportunidade para fortalecer a identidade de si e a capacidade para amar, na medida em que se reconhece o valor de si e amor herdado.

Como se manifesta a dor da perda? Em todos os aspetos do ser, consoante o significado e o inesperado da perda, reações: biológicas (trauma, stress agudo e crónico), físicas (comer e dormir), comportamentais (agressividade, passividade, hiperactividade), cognitivas (menos atenção no todo e mais foco no significado da perda, idealização do passado, exageração mágica), emocionais (culpabilização, medo, raiva, desespero), sociais (egocentrismo, isolamento, re-identidade) e espirituais (questionamento).

Tratamento de Problemas relacionais / Terapia Casal

Os relacionamentos e as famílias são um conjunto, um todo, daí a importância de os olhar como um sistema, com os seus processos complexos de feedback e de comunicação (emocional, cognitiva e comportamental; verbal e não verbal; incongruência entre forma e conteúdo).

É impossível não comunicar. Aliás, seja de um modo verbal ou não verbal. Os relacionamentos podem ser definidos pelo seu estilo comunicacional. O comportamento é expressão do humano na sua unicidade e no seu estilo comunicacional com os outros, sendo necessário o equilíbrio entre estas duas realidades complementares e dinâmicas. Nesse sentido importa atender a três principais dimensões: estilos de vinculação, identidade e sentido/prazer.

Acredito que a harmonia de uma relação de intimidade acontece quando os seus elementos estão conscientes das suas emoções, as expressam bem como as suas necessidades adaptativas e, ao mesmo tempo, quando ambos têm a capacidade de se tranquilizar e cuidar quando o seu parceiro não corresponde do modo que se espera. Ora, quando uma dessas dimensões se fragiliza a espontaneidade pode diminuir e crescer o evitamento e a quebra de confiança e autenticidade.

Tratamento do Trauma e de Traumas

A exposição a determinados eventos, pela sua intensidade, duração, penetração, frequência e proximidade do perpetuador, pode gerar problemáticas psicológicas como o stress pós-traumático (evitamento, hiperativação, pensamentos desadaptados), a internalização de representações internas de incompetência, indignidade (experiências de vinculação traumáticas), a negação, medo (ausência de empatia e de suporte parental).

Nestas circunstâncias podem prevalecer o medo, a vergonha, o evitamento e a desregulação emocional em ordem à sobrevivência, ao mesmo tempo, podem despoletar mecanismos de dissociação, minimização, negação, supercontrolo emocional, ansiedade, depressão, falta de consciência emocional. Tudo para evitar o acesso à experiencia de dor, podendo gerar uma sensação de fragmentação, muitas vezes com silêncios e experiências implícitas complexas e eventualmente indiferenciadas. Certo é que essas estratégias de autoproteção, uma vez reforçadas, acabam pode impedir o acesso às emoções básicas e primordiais que permanecem ativas e, ao mesmo tempo, esquecidas.

Certo é podem surgir novas memórias, novos significados, novos puzzles com novos significados reintegrados.

Empoderar Lideranças:

Acredito que a qualidade da liderança está relacionada com o modo como são vivenciadas as situações no seu contexto, consigo e com os outros. Entendo a liderança como a canalização da energia das pessoas no sentido de metas positivas comuns na organização.

Valorizo as emoções no processo de liderança como o caminho para aumentar a área de competência e, assim, potenciar o desempenho dos líderes.

Confio que um programa de desenvolvimento pessoal para líderes é um suporte importante de valorização do cuidado pessoal autêntico e, assim, da capitalização do valor mais importante numa organização: as pessoas.

E porque as pessoas se realizam e se desenvolvem a partir de inter-relações, proponho que as organizações desenvolvam um tipo de intervenção sustentado na consciência e no desenvolvimento integrado, pessoal e interpessoal, como garante de sucesso humano e, por isso, também organizacional.

Trabalho para Proporcionar Desenvolvimento pessoal:

Sou um defensor que cada pessoa tem um valor único, um capital humano próprio. Somos seres lógicos, seres psicológicos, seres emocionais. Valorizo a importância da dimensão experiencial; da pessoa na sua integridade; da vocação para o desenvolvimento de cada humano.

Somos seres livres e capazes de construir os nossos mundos. Possuímos a tendência inata para a conservação, o crescimento e a mestria. Para que uma pessoa se veja a si mesma como válida é preciso que ocorra uma mudança na orientação afetiva fundamental para com ela própria e uma mudança no seu modo básico de processamento, ou seja, a visão que se tem do próprio self, do mundo e do outro depende fundamentalmente de uma mudança emocional. A expressão emocional governa e muda a interação relacional.

Compreendo a saúde psicológica como a capacidade de ajustamento criativo e adaptativo às situações, produzindo novas respostas, narrativas e experiências, transformando respostas emocionais desadaptativas em adaptativas e acedendo a respostas emocionais no nosso bem-estar.

Formação emocional

Procuro facilitar o desenvolvimento da literacia e inteligência emocional, promovendo a competência do ponto de vista emocional: aceder à experiência emocional; ser capaz de regular e transformar emoções desadaptativas; desenvolver narrativas identitárias positivas.

Acredito que todas as emoções sentidas podem ser transformadas.

As emoções têm que ver com a oportunidade de acedermos aos desejos, às necessidades, às fontes de ação. Cada emoção é uma necessidade e cada necessidade tem uma direção, sendo que essa não se conclui simplesmente, pois o conjunto das emoções representam experiências de cada pessoa na sua totalidade.

As emoções organizam a experiência, são avaliadas pela experiência que produzem, sendo este processo de ativação, experienciação e expressão essencial. Na realidade, as emoções integram cinco principais componentes: percetivas emocionais, de expressão corporal, de conceptualização e simbólicos, motivacionais e comportamentais, e o processo nuclear do esquema emocional que organiza os quatro componentes anteriores.