Luto e Perda 1

“A dor de uma perda é tão impossivelmente dolorosa, tão semelhante ao pânico, que têm que ser inventados modos para se defender contra a investida emocional do sofrimento. Solta-se um medo avassalador de se entregar à dor – como submergir num maremoto – um nunca mais emergir para estados emocionais comuns outra vez”. (Sanders, 1999)

Como se desenvolve o luto e a renovação?

Face a uma perda significativa desenrola-se um processo fundamental para que um vazio despertado seja preenchido. Este processo é uma adaptação à perda e à respetiva renovação existencial, envolvendo tempo e tarefas. Na sua dor incomensurável, o luto é um processo de diferenciação e, por isso, pode ser uma oportunidade para fortalecer a identidade de si e a capacidade para amar, na medida em que se reconhece o valor de si e amor herdado.

Como se manifesta a dor da perda?

Em todos os aspetos do ser, consoante o significado e o inesperado da perda, reações: biológicas (trauma, stress agudo e crónico), físicas (comer e dormir), comportamentais (agressividade, passividade, hiperactividade), cognitivas (menos atenção no todo e mais foco no significado da perda, idealização do passado, exageração mágica), emocionais (culpabilização, medo, raiva, desespero), sociais (egocentrismo, isolamento, re-identidade) e espirituais (questionamento).

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Bernardo Corrêa d'Almeida

Bernardo Corrêa d'Almeida

O meu nome é Bernardo Corrêa d’Almeida e sou Psicólogo. Tenho uma grande paixão pelo que faço e isso traduz-se em presença, cuidado, dedicação e amor às pessoas que me consultam. Terei o maior gosto em trabalhar consigo.
Profissionalmente: Psicólogo Clínico, Professor, Investigador e Escritor. Membro Efectivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses com a Cédula Profissional nº 24538. Membro da Sociedade Portuguesa de Terapia Focada nas Emoções. Psicólogo Clínico na Santa Casa da Misericórdia do Porto.