DEpressão

A exposição a determinados eventos, pela sua intensidade, duração, penetração, frequência e proximidade do perpetuador, pode gerar problemáticas psicológicas como o stress pós-traumático (evitamento, hiperativação, pensamentos desadaptados), a internalização de representações internas de incompetência, indignidade (experiências de vinculação traumáticas), a negação, medo (ausência de empatia e de suporte parental).

Nestas circunstâncias podem prevalecer o medo, a vergonha, o evitamento e a desregulação emocional em ordem à sobrevivência, ao mesmo tempo, podem despoletar mecanismos de dissociação, minimização, negação, supercontrolo emocional, ansiedade, depressão, falta de consciência emocional. Tudo para evitar o acesso à experiencia de dor, podendo gerar uma sensação de fragmentação, muitas vezes com silêncios e experiências implícitas complexas e eventualmente indiferenciadas. Certo é que essas estratégias de autoproteção, uma vez reforçadas, acabam pode impedir o acesso às emoções básicas e primordiais que permanecem ativas e, ao mesmo tempo, esquecidas.

Certo é podem surgir novas memórias, novos significados, novos puzzles com novos significados reintegrados.